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Amistosos da Seleção 2006
Seleção de Dunga vence outra vez: 2 x 0 sobre País de
Gales
5/09/2006
A Seleção
Brasileira derrotou o País de Gales nesta terça-feira, por 2 x 0, no
estádio White Hart Lane, em Londres-ING, em seu segundo amistoso na
capital inglesa em dois dias. Os gols foram marcados, na etapa
final, pelo jovem lateral Marcelo e por Vágner Love. Foi o décimo
encontro entre os dois selecionados e o Brasil lidera as
estatísticas agora com oito vitórias, um empate e uma derrota. Foram
20 gols feitos e apenas cinco sofridos.
Este foi o terceiro jogo do time brasileiro desde a entrada do
treinador Dunga. Ele segue invicto, depois do empate com a Noruega
(1 x 1) e a bela vitória sobre a Argentina (3 x 0), no último
domingo. A Seleção volta a atuar no próximo dia 7 de outubro diante
do Kuwait, no Oriente Médio.
Quem não tem se destacado é Ronaldinho Gaúcho, que completou 12
jogos sem gols na Seleção. Seu último tento foi assinalado na final
da Copa das Confederações de 2005, 4 x 1 na Argentina, no dia 29 de
junho. Contra Gales, ele teve algumas chances, mas repetiu o
repertório da Copa do Mundo da Alemanha: muitas jogadas de efeito e
pouca objetividade.
A tradicional pontualidade britânica não apareceu nesta terça-feira
e o jogo começou atrasado em 18 minutos. A polícia pediu tempo aos
organizadores, já que o metrô que levava os torcedores ao estádio
teve um problema. Dunga confirmou as mudanças em relação à equipe da
vitória sobre a Argentina e apenas o goleiro Gomes e o volante
Edmílson começaram os dois amistosos. O técnico preferiu escalar
Ronaldinho Gaúcho mais avançado, formando dupla de ataque com Vágner
Love, deixando a cargo de Júlio Baptista e Kaká a criação das
jogadas no meio-campo.
Os primeiros dez minutos de jogo pareciam um treino de ataque contra
defesa. O Brasil teve quatro boas chances: aos dois, Ronaldinho
Gaúcho cobrou córner pela esquerda e Dudu Cearense cabeceou por
cima; aos cinco, de novo Gaúcho em outro escanteio pelo mesmo lado,
Alex dividiu com o goleiro Jones e a bola sobrou para Edmílson, que
finalizou mal; aos sete, Júlio Baptista fez jogada individual, mas
isolou e aos oito, Vágner Love recebeu de Júlio Baptista e
completou, com perigo, à direita do gol galês.
Aos 13, a equipe britânica conseguiu a melhor chance na etapa
inicial. Luisão e Edmílson erraram na saída de bola e Earnshaw
recebeu livre na área, chutou e Gomes defendeu. Aos 15, Edmílson
arriscou da entrada da área, só que o chute saiu alto. Ronaldinho
voltou a aparecer aos 24 ao sofrer falta de Collins e cobrar a
infração por cima do gol, na seqüência. Aos 28, ele bateu um córner
pela direita e Kaká cabeceou para fora.
A Seleção deu três bons chutes seguidos à meta adversária: aos 30,
Edmílson bateu, a bola resvalou em um rival e saiu raspando o poste
direito de Jones; aos 31, o goleiro segurou firme um chute rasteiro
de Júlio Baptista, e aos 34, não deu rebote em bela finalização de
Kaká, após tabela com Vágner Love.
Kaká tentou o gol de novo, aos 38, mas a conclusão saiu torta, e deu
passe primoroso para Vágner Love marcar aos 44. O lance, porém, foi
acertadamente invalidado, já que o atacante estava impedido. Os
galeses tiveram boa oportunidade aos 45, depois de Luisão ter
derrubado Bellamy na entrada da área. Giggs cobrou a falta na
barreira, no último lance do primeiro tempo.
Dunga mudou a Seleção na volta do intervalo e colocou Gilberto Silva
na vaga de Edmílson. O treinador de Gales, John Toshack, trocou
dois, tirando Bale e Giggs, para as entradas de Ricketts e Ledley,
respectivamente. A primeira chance de gol saiu como na etapa
inicial: aos seis, Ronaldinho cobrou córner pela esquerda e Kaká
quase fez, de cabeça. Toshack fez outra alteração e pôs Fletcher,
tirando Robinson.
Aos oito, os britânicos quase marcaram, já que Dudu Cearense recuou
mal e Gomes foi obrigado a sair nos pés de Bellamy. Gales passou a
gostar do jogo e por pouco não marcou aos 11, após Davies cruzar da
direita, a defesa inteira falhar e Bellamy finalizar com perigo. Aos
13, Dunga colocou Cicinho, no posto de Maicon, para melhorar o poder
ofensivo pela direita, mas foi na lateral esquerda que saiu o
primeiro gol. O jovem Marcelo recebeu na intermediária, aos 14, e
chutou, rasteiro, no canto esquerdo de Jones: 1 x 0.
Toshack mudou de novo aos 18, também na lateral direita, saindo
Duffy e entrando Edwards. Aos 20, Dudu Cearense foi derrubado por
Fletcher na entrada da área. Ronaldinho Gaúcho cobrou bem, mas Jones
defendeu. Aos 21, o jogador do Barcelona teve a última chance de pôr
fim ao jejum de gols com a Amarelinha. Ele recebeu de Júlio
Baptista e tocou de chapa no canto esquerdo, só que a bola foi para
fora. Após a jogada, ele deixou o campo, para a entrada de Robinho.
As alterações continuavam. Vaughan entrou no lugar de Davies, no
País de Gales, aos 22. No minuto seguinte, duas boas chances do
Brasil. Primeiro, Marcelo arriscou de novo, de fora da área, e Jones
defendeu. Pouco depois, Dudu Cearense roubou uma bola na
intermediária, avançou e chutou rasteiro, perto da trave esquerda do
rival. Aos 27, Elano entrou na vaga de Kaká e a Seleção aumentou na
seqüência: aos 28, Robinho pedalou e rolou para Cicinho, que cruzou
milimetricamente na cabeça de Vágner Love. O atacante tocou na saída
do goleiro: 2 x 0.
Mais três mudanças aos 30. No Brasil, Gilberto e Rafael Sóbis
entraram e Marcelo e Júlio Baptista saíram. Em Gales, Cotteril, no
lugar de Earnshaw. O ritmo do jogo caiu e o Brasil tocava a bola aos
gritos de “Olé“. Não faltaram também as invasões de campo, que já
haviam acontecido no amistoso diante dos argentinos e que não fazem
parte da cultura atual do futebol inglês. Gales tentou marcar o gol
de honra, mas parou no goleiro Gomes.
BRASIL 2 X 0 PAÍS DE GALES
Data:
05/09/2006 (Terça-feira)
Local: Estádio White Hart Lane, em Londres (ING)
Árbitro: Mike Riley (ING)
Assistentes: Shaun Green (ING) e Mark Yerby (ING)
Gols: Marcelo aos 14 e Vágner Love aos 28 minutos do segundo
tempo.
Brasil:
Gomes; Maicon (Cicinho), Luisão, Alex e Marcelo (Gilberto); Edmílson
(Gilberto Silva), Dudu Cearense, Júlio Baptista (Rafael Sóbis) e
Kaká (Elano); Ronaldinho Gaúcho (Robinho) e Vágner Love
Técnico: Dunga
País de Gales:
Jones; Duffy (Edwards), Gabbidon, Collins e Bale (Ricketts); Davies
(Vaughan), Robinson (Fletcher), Nyatanga e Giggs (Ledley); Earnshaw
(Cotteril) e Bellamy
Técnico: John Toshack |