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Jogos Inesquecíveis - Para lembrar
26/6/1958
Brasil 5 x 2
Suécia
Estádio Raasunda,
Estocolmo-Suécia
Enfim, a taça é nossa
Foi
uma final dos sonhos. Mesmo não sendo exatamente fãs de futebol,
quase 50 mil suecos pagaram ingressos para ver a sua Seleção decidir
a Copa do Mundo de 1958 contra o Brasil.
Verdadeiros
esportistas, os donos da casa cobriram o gramado do estádio Raasunda
com enormes lonas. Tudo para que a insistente chuva que caía desde o
dia anterior não prejudicasse a beleza do futebol de Didi, Pelé e
outros vituoses do time canarinho. Que naquele dia, jogou de azul, a
"cor do manto de Nossa Senhora Aparecida", nas palavras de Paulo
Machado de Carvalho, chefe da delegação. Na verdade, uma jogada
psicológica para levantar o moral do time depois que perdemos, no
sorteio, o direito de jogar de amarelo.
Mantendo um velho
tabu da história das Copas, os suecos saíram na frente, com um gol
de Ledholm, mas perderam a taça. Vavá empatou cinco minutos depois e
virou ainda no primeiro tempo.
No segundo, o
menino-rei Pelé (então com apenas 17 anos) fez 3 x 1. Zagallo
aumentou para quatro, Simonsson descontou para os suecos e Pelé
fechou a campanha com chave de ouro.
O Brasil tornava-se o
único país a vencer uma Copa do Mundo fora de seu continente,
privilégio que mantém até hoje
FICHA TÉCNICA
Jogo Nº 231 da
Seleção Brasileira - 29/6/1958
Brasil 5 x 2 Suécia
Tipo: Oficial de competição
Competição: Copa do Mundo
Local: Estádio Rasunda
Cidade: Estocolmo (Suécia)
Público:
49.737 pessoas
Árbitro: M. Guigue (França)
Auxiliares:
Albert Dusch (Alemanha) e uan Gardeazabal (Espanha)
Brasil
Gilmar, Djalma
Santos, Bellini, Orlando e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha,
Vavá, Pelé e Zagallo.
Técnico:
Vicente Feola
Suécia
Svensson, Bergmark e
Axbom; Borjesson, Gustavsson e Parling; Hamtin, Gunar Gren,
Simonsson, Leidhholm e Skoglund.
Gols: Pelé (2), Vavá (2) e Zagallo.
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