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Ídolos / Craques
Careca
Ele
é considerado, ao lado do santista Coutinho, o melhor
centroavante brasileiro de 1960 para cá. Técnico, hábil, Antônio
de Oliveira Filho, o Careca, foi campeão brasileiro pelo Guarani
logo em sua primeira temporada como profissional, em 1978.
Tinha, então, 17 anos de idade e foi vital para a conquista do
título.
No primeiro jogo da final, contra o Palmeiras, no Morumbi,
provocou o goleiro Leão, que o agrediu por trás. O pênalti foi
marcado, e Leão, expulso. Careca cobrou sem chances para
Escurinho, jogador de linha improvisado como goleiro. No jogo
decisivo, Gilmar estava no gol palmeirense, e Careca marcou o
gol da vitória por 1 x 0, em Campinas.
A partir daí, em cinco anos como profissional do Bugre, chegou a
exatos 109 gols. Em janeiro de 1983, quando ainda se recuperava
de uma contusão no joelho que o tirou do Mundial de 82, Careca
mudou-se para o São Paulo. Devido a problemas físicos, demorou a
se adaptar. Mas, quando o fez, retribuiu a paciência da torcida
tricolor com títulos e muitos gols.
Mais precisamente 114, entre as vitoriosas campanhas dos
Campeonatos Paulista de 1985 e Brasileiro de 1986. Nesse último,
a final foi justamente contra o Guarani, time que o revelou e
vencia a prorrogação por 3 x 2 até o último minuto, em Campinas.
Foi quando Careca acertou um tiro fulminante e salvador, de
esquerda (ele é destro), e levou a decisão para os pênaltis.
Errou a sua cobrança, mas os companheiros fizeram o suficiente
para garantir a vantagem (4 x 3) e levar o título nacional
daquele ano.
No Napoli, onde jogou de 1987 a 1993, Careca foi uma espécie de
vice-rei do argentino Diego Maradona. Juntos, eles conquistaram
um Campeonato Italiano e uma Copa da Uefa. Antes de encerrar a
carreira, Careca ainda encontrou tempo para levar o Kashiwa
Reysol, do Japão, à primeira divisão e jogar pelo menos algumas
partidas pelo Santos, seu time do coração. Ainda bateu uma bola
com o ex-companheiro Edmar em seu próprio clube, o Campinas.
Careca só não teve muita sorte, mesmo, em Copas do Mundo.
Cortado por contusão em 1982, ele tinha tudo para estourar em
1986, no México. No jogo contra a Irlanda, Careca e Zico, que
voltava de uma séria contusão, começavam a exibir um ótimo
entrosamento. Mas o Brasil tropeçou contra a França, justamente
depois de Careca abrir o placar. Ele acabou vice-artilheiro
daquele Mundial, mas ainda teria a chance de se consagrar em
1990, na Itália.
Era o titular e a esperança de gols brasileira, mas depois do
primeiro jogo decepcionou. O medíocre time de Lazaroni também
não ajudou muito, e o Brasil foi eliminado logo nas
Oitavas-de-Final, pela Argentina de Maradona. Careca ainda
jogaria três anos pela Seleção, até abandonar o grupo nos
preparativos para o Mundial de 94. Ele sabia que seu melhor
momento já havia passado e preferiu sair de cena.
FICHA TÉCNICA
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Nome Completo |
Antônio de Oliveira Filho |
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Posição |
Atacante |
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Data de Nascimento |
05-10-1960 |
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Nacionalidade |
Brasileira |
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Local |
Araraquara - SP |
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Altura |
1,79 m |
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Peso |
75 Kg |
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Primeiro Jogo |
Guarani 2 x 1 Bahia (30/3/1978) |
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Chuteira |
42 |
Jogos pela
Seleção: 64
Gols: 30 |