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Ídolos / Craques
Bebeto
Quando
Bebeto foi contratado pelo Flamengo em 1983, vindo do Vitória da
Bahia, nos bastidores do Gávea cresceu uma expectativa: aquele
garoto franzino que só tocava de primeira bem que poderia ser o
substituto de Zico.
A promessa virou realidade. Bebeto não só se tornou artilheiro
da equipe e ídolo da torcida como provou seu talento na
conquista dos Campeonatos Cariocas de 1988 e 1989. Até essa
temporada o baiano já tinha marcado 143 gols com a camisa
rubro-negra. E prometia mais. Já fora dos campos protagonizou
uma reviravolta de cinema.
Com o contrato vencido, e o preço arbitrado na Federação
Carioca, a diretoria do Vasco não perdeu tempo e levou o craque
que, na opinião da torcida, nascera para ser do Flamengo.
Parecia brincadeira, mas não era. Bebeto era mesmo o mais novo
jogador do Vasco.
Revoltados, os flamenguistas começaram a chamar seu ex-atleta de
mercenário e chorão, este um apelido que pegou rapidamente,
porque não era difícil ver o craque em prantos pelos campos do
mundo. Mas o troco veio dentro de campo. Em seu primeiro torneio
com a camisa vascaína, Bebeto conquistou o Campeonaro
Brasileiro.
Em 1992, depois de sagrar-se artilheiro do Brasileirão com 18
gols, o atacante foi negociado com o Deportivo La Coruña da
Espanha, onde quase fez história. Em La Coruña, Bebeto virou
rei. O time dominou o Campeonato Espanhol, que nunca havia
vencido, mas o título foi parar nas mãos do Barcelona na última
rodada.
Bebeto ficou marcado negativamente por se recusar a bater um
pênalti durante o jogo. O pênalti acabou sendo perdido pelo La
Coruña, que ficou sem o sonhado título. Para Bebeto, restou o
consolo de ter sido artilheiro do time em 1993, com 28 gols.
Voltou ao Flamengo em 1996, mas a torcida rubro-negra nunca o
perdoou por sua ida anterior ao Vasco.
A cada erro, era coberto de vaias. Tinha sete gols no Campeonato
Brasileiro, mas, antes que a competição acabasse, voltou para a
Espanha para defender o Sevilha. A carreira do atacante começou
a entrar em declínio. Fracassou na empreitada espanhola e passou
despercebido pelo Vitória e pelo Botafogo.
Em agosto de 1999, foi contratado pelo Toros Neza do México. Não
demorou. Brigou com os dirigentes e acabou despedido. Em
seguida, foi contratado pelo Kashima Antlers, o time que
consagrou Zico no Japão. Na Seleção Brasileira, Bebeto também
conheceu o céu e o inferno.
Foi reserva da equipe medalha de prata na Olimpíada de Seul, em
1988, mas artilheiro da equipe campeã da Copa América no ano
seguinte. Na Copa de 1990, jogou só uns poucos minutos de uma
única partida. Em 1994, deu a volta por cima como parceiro de
Romário no ataque da equipe que conquistou do tetra.
A dupla conquistou o mundo com seus gols decisivos. Em 1996,
fracassou em mais uma Olimpíada: o Brasil ganhou apenas a
medalha de bronze. Em 1998, na Copa da França, contou com o
apoio de Zagallo, mas não conseguiu escapar das vaias da
torcida, que queria o talento emergente de Denílson em seu
lugar. Mesmo assim, após a dispensa de Romário, Bebeto foi
titular e marcou três gols no Mundial.
FICHA TÉCNICA
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Nome Completo |
José Roberto da Gama de Oliveira |
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Posição |
Atacante |
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Data de Nascimento |
16-02-1964 |
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Nacionalidade |
Brasileira |
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Local |
Salvador - BA |
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Altura |
1,77 m |
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Peso |
69 Kg |
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Chuteira |
37 |
Jogos pela Seleção: 112
Gols: 55 |