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Ronaldo faz história,
Brasil bate Gana e está nas quartas
27/06/2006
Atacante marcou o seu 15º gol em Copas,
deixando alemão Gerd Müller para trás. Adriano e Zé Roberto
completam placar em Dortmund
O Brasil venceu Gana por 3 x 0, nesta
terça-feira, no Westfalenstadiom, em Dortmund, gols de Ronaldo,
Adriano e Zé Roberto, e alcançou as quartas-de-final da Copa do
Mundo da Alemanha. Dois fatos históricos marcaram a vitória
brasileira. Ronaldo se tornou o maior artilheiro em Copas, com 15
gols, e o lateral-direito Cafu alcançou a marca de 19 jogos, recorde
de um jogador brasileiro no torneio, deixando Dunga e Taffarel para
trás.
Além disso, com os três gols marcados na partida, o Brasil passou a
somar 201 gols na história da competição. A Seleção volta a campo
neste sábado, às 16h (de Brasília), em Frankfurt, para enfrentar o
vencedor do confronto entre Espanha e França, que jogam ainda nesta
terça, às 16h, em Hannover.
O Brasil entrou em campo com a mesma formação dos dois primeiros
jogos, em que venceu Croácia (1 x 0) e Austrália (2 x 0). Logo em
seu primeiro ataque, a Seleção abriu o placar. Ronaldo recebeu
lançamento de Kaká, arrancou com a bola, pedalou, driblou o goleiro
Kingston e tocou para o fundo da rede, aos quatro minutos de jogo.
Este foi o 15º gol de Ronaldo em Copas do Mundo. Assim, ele passou o
alemão Gerd Müller, que fez 14 gols - dez em 1970 e quatro em 1974
-, tornando-se o maior artilheiro de todas as Copas. Ronaldo marcou
quatro gols na em 1998, foi o artilheiro em 2002, com oito gols e já
soma três em 2006. Contra o Japão, na última quinta-feira, pela
terceira rodada da fase classificatória, o atacante tinha marcado
dois gols e já havia se consagrado como o maior artilheiro
brasileiro em Copas - Pelé estava empatado com Ronaldo com 12 gols.
Sem Essien, a equipe de Gana não conseguia trocar dois passes.
Assim, em novo contra-ataque, aproveitando que a defesa adversária
jogava em linha, Zé Roberto lançou Adriano aos 12. O atacante
recebeu a bola cara a cara com o goleiro, tentou o drible em
Kingston, mas se jogou na área, recebendo cartão amarelo, pela
simulação.
Foi depois desse lance que Gana entrou no jogo. A partir daí, o time
do técnico sérvio Ratomir Dujkovic passou a dominar o meio de campo,
chegando com perigo ao gol de Dida. O goleiro brasileiro fez a
primeira defesa do jogo aos 18, espalmando para escanteio em chute
de fora da área de Draman.
Aos 23, Muntari tocou para Amoah, que da entrada da área, chutou com
perigo à esquerda de Dida. Aos 28, de novo Amoah concluiu para o
gol, mas Dida defendeu com segurança. No minuto seguinte, o Brasil
voltou a levar perigo ao gol de Gana. Após cobrança ensaiada de
escanteio, Ronaldinho Gaúcho chutou e o goleiro espalmou novamente
para córner.
Ronaldinho voltou a bater o córner, desta vez direto, na cabeça de
Lúcio, que cabeceou para o meio da área. O goleiro Kingston bateu
roupa, nos pés de Kaká, mas o zagueiro Mensah conseguiu tirar o
perigo da área. O jogo seguiu e Gana voltou a desperdiçar
oportunidades de gol.
Aos 34, após falha de Juan e pressionado por Emerson, Gyan conseguiu
finalizar, mas chutou sem direção, para longe do gol de Dida. Aos
41, após escanteio, Mensah cabeceou sem marcação e Dida fez uma
defesa milagrosa com a perna direita.
Mas como diz o ditado: quem não faz leva. Aos 45, Lúcio puxou o
contra-ataque e lançou Kaká na ponta direita. O apoiador brasileiro
tocou para Cafu, que cruzou. Mesmo impedido, Adriano tocou na bola
com o joelho esquerdo, marcando o seu segundo gol na Copa. O árbitro
eslovaco Lubos Michel confirmou a jogada: 2 x 0.
O Brasil voltou para o segundo tempo com Gilberto Silva na vaga de
Emerson e com o freio de mão puxado. Com a vantagem no placar, a
equipe se encolheu atrás, passando a dar chutões. Melhor para o time
de Gana que passou a chutar a gol de todos os lados do campo. Aos
quatro, Gyan isolou a bola da entrada da área. Dois minutos depois,
foi a vez de Draman chutar para fora.
Somente aos 11 que o Brasil chegou ao gol de Gana com perigo.
Roberto Carlos recebeu a bola na área e chutou cruzado, com força,
mas Kingston defendeu. Aos 15, sentindo que perdeu o domínio do
jogo, o técnico Carlos Alberto Parreira sacou o atacante Adriano
para colocar em campo o meia Juninho Pernambucano.
Jogando no tudo ou nada, Gana partiu para o ataque, mas também não
conseguia levar perigo ao gol de Dida. A exceção aconteceu aos 26,
quando Appiah fez bela jogada pelo meio e tocou para Gyan. O
atacante chutou forte, cruzado, mas o goleiro brasileiro fez ótima
defesa. Aos 34, o mesmo Gyan recebeu a bola na entrada da área, mas
chutou mal, para fácil defesa de Dida.
O Brasil passou a tocar a bola para os lados até que, aos 38
minutos, Ricardinho, que havia acabado de entrar no lugar de Kaká,
lançou Zé Roberto, que encobriu o goleiro, marcando o terceiro gol
brasileiro. Ronaldo e Cafu ainda perderam duas ótimas oportunidades
de marcar o quarto gol, mas Kingston fez duas defesas salvadoras.
BRASIL 3 x 0 GANA
- Oitavas-de-Final
Data: 27/6/2006 (terça-feira)
Local: Westfalenstadiom, em Dortmund (ALE)
Árbitro: Lubos Michel (ESL)
Assistentes: Roman Slysko e Martin Balko (ESL)
Brasil
Dida, Cafu, Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Emerson (Gilberto Silva),
Zé Roberto, Kaká (Ricardinho) e Ronaldinho Gaúcho; Adriano (Juninho
Pernambucano) e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gana
Kingston, Pantsil, Pappoe, Shilla e Mensah; Eric Addo (Boateng),
Appiah, Draman e Muntari; Gyan e Amoah (Tachieh-Mensah)
Técnico: Ratomir Dujkovic
Cartões amarelos: Adriano e Juan (BRA); Appiah, Muntari,
Pantsil, Eric Addo e Gyan (GAN)
Cartão vermelho: Gyan
Gols: Ronaldo, aos 4min, Adriano, aos
45min do primeiro tempo; e Zé Roberto, aos 38min do segundo tempo
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