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Brasil demonstra respeito e admiração
por Zidane
30/06/2006
FRANKFURT - Um
bom termômetro de como se conquista a simpatia e o respeito dos
adversários, especialmente os franceses, está no tratamento
dispensado a Zinedine Zidane, provavelmente o maior jogador do
futebol francês em todos os tempos.
O meia que levou
a França ao seu único título, em 1998, anunciou antes da Copa que
esta seria a sua última competição pela seleção francesa. Os
espanhóis, inclusive alguns atletas, disseram que mandariam Zidane
para a aposentadoria mais cedo. Acabaram derrotados pela França com
um gol de Zidane. Os brasileiros, especialmente os atletas, seguem
um caminho oposto.
"O Zidane vai
continuar jogando futebol, tenho certeza. Vamos torcer para que ele
continue depois da Copa chegando à final ou não. O Zidane é um
jogador muito importante para o futebol mundial, um professor para a
gente. Fico muito triste que ele decida parar de jogar futebol",
disse Roberto Carlos, companheiro de Zidane no Real Madrid.
Mais do que uma
Copa em que todos os times campeões do mundo se classificaram para
as quartas-de-final, o Mundial da Alemanha é uma competição de
poucas celebridades consagradas. Além dos pentacampeões do Brasil e
de Ronaldo, artilheiro máximo de todas as Copas, só Zidane, talvez o
inglês David Beckham e o alemão Michael Ballack são considerados
craques históricos sendo que Beckham e Ballack ainda não têm estrela
nenhuma na camisa.
O respeito dos
brasileiros por Zidane foi unânime e expressado em declarações que o
francês e certamente a sua família devem ficar muito orgulhosos.
"O Zidane é um
grande jogador, excelente pessoa. Só tenho coisas boas para falar
dele", disse Robinho, também colega de Zidane no Real.
A única coisa
que o Brasil vai ficar devendo ao craque francês é uma marcação
individual. Mas ele não precisa ficar triste, o técnico Carlos
Alberto Parreira explicou que nem Diego Armando Maradona recebeu
marcação individual da seleção brasileira.
"A seleção
brasileira não joga com marcação individual e nunca jogou. Eu não me
lembro de nenhuma partida em que o Brasil usou este tipo de
marcação. Nem contra Maradona nos bons tempos. A gente vai marcar a
bola, por zona, como a gente sempre faz", disse o treinador
brasileiro, que também considera Zidane um dos grandes da história
do futebol.
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