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Parreira: 'É a Copa da saúde e da preparação'
11/06/2006
KOENIGSTEIN -
Copa do Mundo faz bem à saúde. Só times e jogadores na ponta dos
cascos estarão aptos para sobreviver aos sete jogos até a final e
ainda ter energia para levantar a taça.
"Esta é a Copa da saúde, da intensidade e da preparação física. O
que se viu até agora foi muita condição física e muita intensidade
na marcação", disse o técnico da seleção brasileira Carlos Alberto
Parreira.
Os primeiros jogos confirmaram as previsões da comissão técnica do
Brasil. Foram corridos e duros do ponto de vista físico. Parreira
atribui este fenômeno à decisão da Fifa de interromper todos os
campeonatos de futebol do mundo no dia 15 de maio, dando mais
tempo de preparação para as seleções que disputam o Mundial.
Apostando numa Copa para jogadores sarados, a comissão técnica do
Brasil investiu em descanso na Suíça e recuperação física de todos
os seus atletas. Isso deixa Parreira confiante de que o Brasil
poderá agüentar o tranco contra a cultura européia de preparo
físico.
Mesmo para um atleta como Cafu, que aos 36 anos é considerado um
exemplo mundial de vigor e estado físico, o ritmo inicial da Copa
chamou a atenção.
"Não vi muita novidade na primeira rodada não. O que mais apareceu
foi a força física. A turma correu do começo até o final", disse o
capitão do Brasil, lembrando que, além de chegar em sua quarta
final consecutiva este ano, ele ainda espera jogar a próxima Copa
daqui a quatro anos.
Parreira considera o Brasil bem preparado para o show de força
física que se antecipa. Dois dias antes da estréia, porém, ele
confessa que se fosse possível teria jogado um pouco mais.
"Sou um cara mais exigente, perfeccionista. Eu queria ter feito
uns quatro amistosos. Temos a base pronta, mas só vamos obter o
ritmo de jogo necessário no decorrer da competição. A Croácia
chega mais jogada para a estréia", disse o treinador, confessando
também que o time da Alemanha foi o que mais o impressionou até
agora.
"Foi um time bem postado, tomou conta do gramado, marcou firme e
impôs seu ritmo de jogo", explicou ele, deixando entender que
Brasil x Alemanha é o confronto que ele imagina ser o grande jogo
da Copa, a sua final de sonhos.
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