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Parreira revela seu
temor diante de Gana
24/06/2006
BERGISH GLADBACH
- O técnico Carlos Alberto Parreira vê apenas um problema no jogo
contra Gana, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, e 23 soluções
no plantel da seleção brasileira. Ele teme a falta de compromisso
dos ganenses com a vitória.
"Esse é o
ponto-chave da partida. Eles vão jogar como franco atiradores. Se
eles perderem, terão perdido para os pentacampeões do mundo, os
favoritos da Copa", disse o treinador no sábado, reiterando só por
uma questão de protocolo as outras qualidades da seleção africana.
"Eles sabem
jogar futebol. A inocência deles ficou para trás. Eles têm visão
tática, além de força física e habilidade", disse Parreira,
relembrando o seu primeiro trabalho internacional, quando foi
técnico da mesma Gana em 1967 e 1968.
"A diferença
fundamental é que naquela época Gana tinha um jogador nos EUA. Hoje
eles têm 20 dos 23 na Europa, é um time mais experiente, mais
jogado", seguiu falando Parreira em entrevista coletiva realizada
logo após o treino do Brasil.
Para o técnico
brasileiro, a seleção de Gana é a melhor surpresa da Copa até agora.
"Eles se classificaram em um grupo com Itália, Estados Unidos e
República Tcheca, o segundo melhor time do ranking da Fifa. Antes de
perder para a Itália, em uma partida em que Gana jogou de igual para
igual, eles estavam há 14 jogos invictos, além de terem chegado a 7
finais da Copa das Nações Africanas para ganhar quatro".
Parreira
reiterou o discurso do capitão Cafu, dizendo que o jogo mais
importante do Brasil é sempre o próximo. "A final é sempre o próximo
jogo", disse ele, elogiando os dois homens de ataque e mais Stephen
Appiah, o número 10 deles, criador e coordenador de todas as jogadas
de ataque de Gana.
E por citar
chavões, Parreira não escapou também do famoso "a Copa começa
agora". Usou o clichê apenas com um pouco mais de molho.
"A triagem foi
feita. As gorduras eliminadas e agora começa a verdadeira Copa",
disse o treinador do Brasil, que na época de Gana era conhecido como
professor Carlos, e agora atende pelo apelido profissional de
professor Parreira e disputa com um time invicto o seu segundo
título mundial. |