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Parreira usará famílias para motivar o grupo
12/06/2006
BERLIM - Entre
os argumentos que o técnico Carlos Alberto Parreira pretende usar
para motivar os seus jogadores na estréia contra a Croácia estará
a família de cada um. Parreira espera lembrar cada um deles sobre
as diferenças entre uma geração de perdedores e outra de
vencedores.
"Vou perguntar como eles querem ser vistos nos próximos quatro
anos, como campeões? Ou não. E não é só a imagem pública deles que
é importante, mas a imagem entre os amigos e os familiares. Eles
estão cientes disso", disse o técnico.
Parreira dá algumas pistas da conversa motivacional que terá com
os jogadores antes da estréia, mas tenta fazer uma diferença entre
estímulo e responsabilidade.
"Estes jogadores não precisam de mais uma gota de
responsabilidade. Eles sabem o que esta Copa representa", falou o
treinador.
Os jogadores deram mostras que bater na tecla da família pode dar
resultado. Falando da família o zagueiro Juan, que estréia como
titular em Copas do Mundo mostrou que há muita energia circulando
entre os atletas e as suas famílias.
"Está todo mundo apreensivo. Todo mundo torcendo, mantendo a
energia positiva", disse.
Robinho seguiu o mesmo caminho. "Tudo bem com a família, esperando
como eu, todo mundo ansioso para a Copa começar", declarou o
atacante.
Parreira vai ter uma questão pessoal para mexer com o lado
familiar dos atletas e mostrar que está no mesmo barco dos
comandados.
Esta será a primeira Copa do treinador desde que ele perdeu a mãe.
"Tenho dedicado vários momentos à dona Geni. Tenho fotos dela
aqui. Eu sempre conversava com ela antes das partidas. Às vezes
até ligava do vestiário quando não conseguia falar com ela antes.
Vou sentir falta dela", disse.
Quando Parreira afirma que os jogadores brasileiros estão
acostumados a lidar com a pressão deve pensar sempre em Ronaldinho
Gaúcho, considerado o melhor jogador do mundo nos últimos dois
anos, e tido por todos como o principal responsável pela campanha
do Brasil em terras alemãs.
Perguntado se estava cansando de responder tantas perguntas iguais
sobre a pressão e o fato de ser considerado o melhor do mundo,
Ronaldinho fez com as palavras o que costuma fazer com a bola nos
pés: uma jogada uma rápida, criativa e alegre.
"Não ligo não, é quase sempre a mesma resposta que eu dou, então
não tem problema", disse.
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