|
Defesa brasileira é elogiada após o
jogo
27/06/2006
DORTMUND - Quando um time atinge a marca de 11 jogos invictos em
Copas do mundo, classifica-se para as quartas de final do Mundial da
Alemanha com apenas um gol sofrido e um zagueiro com fama de durão e
estilo estabanado completa o quarto jogo sem ter feito nenhuma
falta, além de ter carregado a bola na jogada do gol que selou a
partida, é porque a defesa está jogando bem.
Por isso o
técnico Carlos Alberto Parreira ficou surpreso, quase irritado,
quando um jornalista lhe perguntou na entrevista coletiva após a
vitória por 3 x 0 sobre Gana na terça-feira se a defesa o
preocupava. Não preocupa.
"A defesa não me
preocupa em nada porque a defesa jogou muito bem. Se a defesa não
tivesse jogado bem, acho que o resultado seria outro. Não acho que
houve falhas na defesa", disse o técnico brasileiro elogiando as
jogadas de gol de Gana como mérito do adversário e lembrando que o
goleiro Dida, integrante da defesa brasileira, fez uma defesa
"espetacular, senão miraculosa" em uma cobrança de escanteio.
Os zagueiros e
os laterais claro que concordam com o treinador, agradecem os
elogios e dizem que estão apenas fazendo o seu trabalho.
"A gente vai
fazer de tudo para sempre ajudar a seleção. Acho que independente do
adversário, a gente vai fazer o Brasil ter uma defesa forte. A gente
está fazendo o nosso trabalho graças a Deus, não só eu como o Lúcio
mas toda a defesa. O importante é a vitória da seleção, não importa
o resultado", disse Juan.
Seu companheiro
de trabalho, Lúcio, o mais "viril" dos zagueiros brasileiros,
terminou mais uma partida sem ter cometido uma falta sequer - não
fez nenhuma no Mundial até aqui.
E na jogada do
segundo gol do Brasil, aquele que matou uma possível reação de Gana,
recuperou uma bola no meio campo, deu um passe milimétrico para Kaká
e, quando viu a bola na rede, se ajoelhou no meio de campo de onde
foi levantado por Dida. O goleiro foi até lá só para cumprimentá-lo.
"Aqui é assim:
um ajudando o outro e a concentração é nos noventa minutos. Meu
objetivo é seguir ajudando. Seguir sem fazer faltas não é meu
objetivo, mas seguir ajudando para a gente sair sempre com um
resultado positivo."
Os dois
laterais, Roberto Carlos e Cafu têm um discurso mais
institucionalizado. Falam como representantes do time inteiro, não
apenas da defesa. O capitão terminou o jogo de Gana mais concentrado
em recordes pessoais e na filosofia do técnico Parreira.
"O Brasil ainda
pode crescer mais na competição, a gente sempre falou que o Brasil
ia crescer gradativamente", disse.
Do lado esquerdo
do campo, Roberto Carlos preferiu confirmar o que dissera antes do
jogo dizendo que a classificação para as quartas de final não deu
susto. "Fácil. Era o esperado. O jogo não foi tão fácil mas o
esperado era que o Brasil passasse", falou avisando que prefere a
Espanha nas quartas de final.
Os espanhóis
enfrentam os franceses também na terça-feira e o vencedor enfrenta o
Brasil por uma vaga nas semifinais do Mundial.
|