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Brasil se prepara
para jogo de força e decisivo com Austrália
14 de junho
BERLIM - Que venha a Austrália, disse o zagueiro Juan, chamando o
jogo que deve garantir a classificação do Brasil para a segunda
fase da Copa do Mundo e reorganizar a hierarquia do Grupo F.
A
vitória dos australianos sobre o Japão os coloca na frente da
Croácia, time de muito mais tradição e qualidade. Pela lógica da
classificação, a Austrália está na liderança do Grupo empatada em
pontos com o Brasil, mas com melhor saldo de gols. Por isso, o
técnico Carlos Alberto Parreira ganhou um argumento extra para
motivar os jogadores.
"O
jogo passou a ser decisivo, porque quem ganhar está praticamente
classificado. É um jogo que já nos coloca nas oitavas, que é o
nosso objetivo inicial", disse o técnico em entrevista coletiva
após a vitória brasileira de 1 x 0 sobre a Croácia nesta
terça-feira.
Parreira insiste, porém, que numa Copa do Mundo todos os
adversários são difíceis, mesmo a Austrália, que marcou seus
primeiros gols em Copa contra o Japão.
"Vamos encontrar um time que fez uma boa partida contra o Japão,
um time fisicamente muito forte, com três ou quatro jogadores de
bom nível técnico, são jogadores que atuam no futebol europeu com
certo destaque", disse Parreira, que no início da semana vinha
lembrando que a "Austrália está aqui porque simplesmente eliminou
o Uruguai".
Mas
todo mundo sabe e o meia-volante Zé Roberto confirma que o time
mais difícil do grupo foi a seleção que o Brasil derrotou na
estréia.
"No
meu ponto de vista, de repente sim. A Croácia é uma seleção
experiente, a maior parte atua na Europa. Tem uma boa equipe",
disse ele, emendando o discurso oficial em seguida. "Mesmo sabendo
que vamos enfrentar a Austrália e o Japão temos a consciência que
vai ser difícil", completou, lembrando que a "seleção que errar
menos vai levar o título.
Parreira, porém, insiste em valorizar a Austrália.
"Fisicamente é um time forte, que se impõe no preparo físico, e eu
acho que o nosso time já vai estar em condições de enfrentá-los
melhor. É claro que a gente não vai brigar com eles, o nosso
negócio é jogar futebol, e colocar a bola no chão, e tocar, e
procurar impor a nossa qualidade técnica",, afirma o treinador,
notando que os australianos, pelo estilo desajeitado, talvez foram
os que mais bateram até agora.
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