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BRASIL 3 x 0 GANA
- Oitavas-de-Final
Data: 27/6/2006 (terça-feira)
Local: Westfalenstadiom, em Dortmund (ALE)
Árbitro: Lubos Michel (ESL)
Assistentes: Roman Slysko e Martin Balko (ESL)
Brasil
Dida, Cafu, Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Emerson (Gilberto
Silva), Zé Roberto, Kaká (Ricardinho) e Ronaldinho Gaúcho; Adriano
(Juninho Pernambucano) e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gana
Kingston, Pantsil, Pappoe, Shilla e Mensah; Eric Addo (Boateng),
Appiah, Draman e Muntari; Gyan e Amoah (Tachieh-Mensah)
Técnico: Ratomir Dujkovic
Cartões amarelos: Adriano e Juan (BRA); Appiah, Muntari,
Pantsil, Eric Addo e Gyan (GAN)
Cartão vermelho: Gyan
Gols: Ronaldo, aos 4min, Adriano,
aos 45min do primeiro tempo; e Zé Roberto, aos 38min do segundo
tempo
Ronaldo faz
história, Brasil bate Gana e está nas quartas
Atacante marcou o seu 15º gol em
Copas, deixando alemão Gerd Müller para trás. Adriano e Zé Roberto
completam placar em Dortmund
O Brasil venceu Gana por 3 x 0, nesta
terça-feira, no Westfalenstadiom, em Dortmund, gols de Ronaldo,
Adriano e Zé Roberto, e alcançou as quartas-de-final da Copa do
Mundo da Alemanha. Dois fatos históricos marcaram a vitória
brasileira. Ronaldo se tornou o maior artilheiro em Copas, com 15
gols, e o lateral-direito Cafu alcançou a marca de 19 jogos,
recorde de um jogador brasileiro no torneio, deixando Dunga e
Taffarel para trás.
Além disso, com os três gols marcados na partida, o Brasil passou
a somar 201 gols na história da competição. A Seleção volta a
campo neste sábado, às 16h (de Brasília), em Frankfurt, para
enfrentar o vencedor do confronto entre Espanha e França, que
jogam ainda nesta terça, às 16h, em Hannover.
O Brasil entrou em campo com a mesma formação dos dois primeiros
jogos, em que venceu Croácia (1 x 0) e Austrália (2 x 0). Logo em
seu primeiro ataque, a Seleção abriu o placar. Ronaldo recebeu
lançamento de Kaká, arrancou com a bola, pedalou, driblou o
goleiro Kingston e tocou para o fundo da rede, aos quatro minutos
de jogo.
Este foi o 15º gol de Ronaldo em Copas do Mundo. Assim, ele passou
o alemão Gerd Müller, que fez 14 gols - dez em 1970 e quatro em
1974 -, tornando-se o maior artilheiro de todas as Copas. Ronaldo
marcou quatro gols na em 1998, foi o artilheiro em 2002, com oito
gols e já soma três em 2006. Contra o Japão, na última
quinta-feira, pela terceira rodada da fase classificatória, o
atacante tinha marcado dois gols e já havia se consagrado como o
maior artilheiro brasileiro em Copas - Pelé estava empatado com
Ronaldo com 12 gols.
Sem Essien, a equipe de Gana não conseguia trocar dois passes.
Assim, em novo contra-ataque, aproveitando que a defesa adversária
jogava em linha, Zé Roberto lançou Adriano aos 12. O atacante
recebeu a bola cara a cara com o goleiro, tentou o drible em
Kingston, mas se jogou na área, recebendo cartão amarelo, pela
simulação.
Foi depois desse lance que Gana entrou no jogo. A partir daí, o
time do técnico sérvio Ratomir Dujkovic passou a dominar o meio de
campo, chegando com perigo ao gol de Dida. O goleiro brasileiro
fez a primeira defesa do jogo aos 18, espalmando para escanteio em
chute de fora da área de Draman.
Aos 23, Muntari tocou para Amoah, que da entrada da área, chutou
com perigo à esquerda de Dida. Aos 28, de novo Amoah concluiu para
o gol, mas Dida defendeu com segurança. No minuto seguinte, o
Brasil voltou a levar perigo ao gol de Gana. Após cobrança
ensaiada de escanteio, Ronaldinho Gaúcho chutou e o goleiro
espalmou novamente para córner.
Ronaldinho voltou a bater o córner, desta vez direto, na cabeça de
Lúcio, que cabeceou para o meio da área. O goleiro Kingston bateu
roupa, nos pés de Kaká, mas o zagueiro Mensah conseguiu tirar o
perigo da área. O jogo seguiu e Gana voltou a desperdiçar
oportunidades de gol.
Aos 34, após falha de Juan e pressionado por Emerson, Gyan
conseguiu finalizar, mas chutou sem direção, para longe do gol de
Dida. Aos 41, após escanteio, Mensah cabeceou sem marcação e Dida
fez uma defesa milagrosa com a perna direita.
Mas como diz o ditado: quem não faz leva. Aos 45, Lúcio puxou o
contra-ataque e lançou Kaká na ponta direita. O apoiador
brasileiro tocou para Cafu, que cruzou. Mesmo impedido, Adriano
tocou na bola com o joelho esquerdo, marcando o seu segundo gol na
Copa. O árbitro eslovaco Lubos Michel confirmou a jogada: 2 x 0.
O Brasil voltou para o segundo tempo com Gilberto Silva na vaga de
Emerson e com o freio de mão puxado. Com a vantagem no placar, a
equipe se encolheu atrás, passando a dar chutões. Melhor para o
time de Gana que passou a chutar a gol de todos os lados do campo.
Aos quatro, Gyan isolou a bola da entrada da área. Dois minutos
depois, foi a vez de Draman chutar para fora.
Somente aos 11 que o Brasil chegou ao gol de Gana com perigo.
Roberto Carlos recebeu a bola na área e chutou cruzado, com força,
mas Kingston defendeu. Aos 15, sentindo que perdeu o domínio do
jogo, o técnico Carlos Alberto Parreira sacou o atacante Adriano
para colocar em campo o meia Juninho Pernambucano.
Jogando no tudo ou nada, Gana partiu para o ataque, mas também não
conseguia levar perigo ao gol de Dida. A exceção aconteceu aos 26,
quando Appiah fez bela jogada pelo meio e tocou para Gyan. O
atacante chutou forte, cruzado, mas o goleiro brasileiro fez ótima
defesa. Aos 34, o mesmo Gyan recebeu a bola na entrada da área,
mas chutou mal, para fácil defesa de Dida.
O Brasil passou a tocar a bola para os lados até que, aos 38
minutos, Ricardinho, que havia acabado de entrar no lugar de Kaká,
lançou Zé Roberto, que encobriu o goleiro, marcando o terceiro gol
brasileiro. Ronaldo e Cafu ainda perderam duas ótimas
oportunidades de marcar o quarto gol, mas Kingston fez duas
defesas salvadoras.
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