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SELEÇÃO
BRASILEIRA
Mundial 2006
Eliminatórias Sul-americanas
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Ficha Técnica Jogos do Brasil
URUGUAI 1 x
BRASIL
30/03/2005 (13ª
Rodada)
Brasil "veloz" empata, não quebra tabu e adia
classificação
| Não havia
altitude, calor excessivo ou pedidos incessantes por
Robinho. Mas havia um adversário tradicional e empurrado
pela sua torcida. Nesse balanço, a seleção brasileira
espantou a morosidade da vitória do último domingo, contra
o Peru, adotou um ritmo frenético no seu "novo" esquema
tático, o tal 4-2-2-2, com Ricardo Oliveira como titular,
mas não foi além de um empate por 1 a 1 contra o Uruguai,
em Montevidéu, onde não vence o rival desde 1976.
Com o
resultado, o Brasil, que esperava praticamente garantir
sua classificação à Copa do Mundo ainda nesta rodada das
eliminatórias, terá que esperar até junho, quando duela
contra o Paraguai, em casa, e faz outro clássico - encara
a Argentina, em Buenos Aires, líder do qualificatório com
28 pontos e que, com a vitória desta quarta contra a
Colômbia, por 1 a 0, selou virtualmente sua presença na
Alemanha no ano que vem.
Os gols do jogo, inclusive, envolveram personagens
antagonistas na atmosfera da seleção na atual era
Parreira. Após salvar o time no primeiro tempo com duas
defesas dificílimas, o celebrado goleiro Dida, titular do
Milan, da Itália, falhou logo no início do segundo tempo e
permitiu que Diego Forlán abrisse o placar para os
uruguaios.
O empate brasileiro veio por meio dos pés de Emerson, um
dos jogadores mais contestados do atual grupo e,
ironicamente, um dos que mais reclamaram da alta
temperatura do jogo de Goiânia. Quando o time dava sinais
que poderia não reagir, foi o meia da Juventus que, mesmo
impedido, aproveitou confusão na área uruguaia para salvar
o Brasil de sua segunda derrota na competição.
De quebra, Emerson fez nesta rodada dupla seu retorno
triunfal à seleção. Convocado no início das eliminatórias,
em setembro de 2003, foi "esquecido" por Parreira por
alguns meses, mas retornou graças à boa fase vivida no
futebol italiano. O técnico, inclusive, usou o jogo de
Montevidéu como uma das justificativas para o retorno do
meia, que na sua visão é um jogador que "sabe se impor" em
campo.
Além da aposta em Emerson, Parreira também respondeu
"presente" ao surpreender poucas horas antes do jogo.
Enquanto a manutenção de Juninho Pernambucano como titular
do meio-campo parecia certa, o treinador "inovou" para os
seus padrões de ousadia e foi além da alteração
programada, que seria a entrada de Robinho no lugar do
jogador do Lyon, da França.
Elogiado pelo seu desempenho na temporada espanhola, da
qual é o vice-artilheiro da liga local, com 15 gols,
Ricardo Oliveira, do Bétis, foi a aposta do técnico para
jogar ao lado de Ronaldo no início do jogo. Mostrou
disposição, assim como toda a equipe, mas pouco produziu e
acabou dando lugar a Robinho na etapa final.
Para os próximos jogos, no entanto, Ronaldo deve ter um
novo companheiro no ataque, até porque Parreira decidiu
alterar seu esquema tático do 4-3-1-2 para o 4-2-2-2 com o
intuito de encaixar no time Adriano, da Internazionale, ao
lado de Ronaldo. O "Imperador" só não esteve em campo nos
dois últimos jogos apenas por ter se contundido em jogo
pelo Campeonato Italiano. Acabou cortado e possibilitou
toda a discussão e apelo nacional pela entrada de Robinho
no time.
O jogo
A primeira grande chance foi do Uruguai. Aos 14min, Lúcio
errou passe na intermediária do Brasil. Zalayeta dominou,
deixou o zagueiro brasileiro no chão e abriu para Diego
Fórlan. Dentro da área, o atacante tocou para trás, mas a
conclusão dos donos da casa foi travada pela defesa
brasileira.
O Brasil respondeu em rápido contra-ataque, desperdiçado
por Ronaldinho Gaúcho. O melhor do mundo de 2004 entrou na
área uruguaia com a bola dominada e livre para concluir,
mas arriscou um drible a mais e foi desarmado pelo
experiente Paolo Montero.
Aos 17min, Dida impediu que o Uruguai abrisse o placar. Em
falta na qual Cafu recebeu o cartão amarelo - o lateral,
suspenso, está fora do jogo contra o Paraguai -, Lugano
subiu mais alto que a defesa brasileira e buscou Forlán. O
atacante ganhou de Cafu e, na entrada da pequena área,
cabeceou para baixo, mas Dida fez grande defesa.
O Uruguai passou a deter a posse de bola, enquanto o
Brasil não conseguia organizar seu contra-ataque. Tanto
que o time de Parreira voltou a ameaçar o gol de Vieira
apenas numa cobrança de falta, aos 25min. Roberto Carlos
acertou chute forte no meio do gol. Vieira não segurou,
mas, no rebote, Ronaldo não conseguiu dominar e a zaga
afastou a jogada.
Quatro minutos depois, o Uruguai voltou a ter boa chance
para marcar. A bola cruzou toda a área brasileira em
cobrança de escanteio e sobrou para Diogo. O lateral
chutou forte, mas sem direção. Ainda assim, a bola passou
próxima ao travessão de Dida.
O ritmo do jogo, até então frenético, caiu nos minutos
seguintes. O Brasil seguia em insistir em avançar pelo
meio, e, numa dessas jogadas, Ronaldinho Gaúcho conseguiu
acertar lançamento para Ronaldo. O atacante do Real Madrid
dominou e ganhou de Montero, mas chutou por cima do gol.
A dois minutos do fim do primeiro tempo, o Uruguai voltou
a ter grande chance para marcar. Em jogada pelo meio da
defesa brasileira, a bola sobrou para Zalayeta, livre,
dentro da área de Dida. O atacante da Juventus não
aproveitou a chance e chutou fraco, em cima do goleiro
brasileiro.
"A gente sabe que essa pressão ia acontecer, mas estamos
suportando bem", comentou o zagueiro Lúcio no intervalo.
Já Roberto Carlos privilegiou a ironia ao avaliar o
primeiro tempo. "O pessoal queria velocidade, tem
velocidade aí", afirmou, numa referência às críticas
quanto à morosidade do Brasil contra o Peru. "Se continuar
assim, o gol vai sair", completou.
E saiu. Mas foi do Uruguai. Logo aos três minutos do
segundo tempo, Oliveira chutou forte de fora da área. Dida
errou, rebateu a bola para o meio da área e Forlán, livre
de marcação, apenas tocou para o fundo do gol. Foi o
quinto gol do uruguaio nas eliminatórias.
O gol dos anfitriões não fez com que o Brasil reagisse.
Tanto que o primeiro chute a levar algum perigo a Vieira
ocorreu apenas aos 17min. Após troca de passes pela
esquerda, Kaká serviu a Ricardo Oliveira, que girou fora
da área e chutou para defesa do goleiro do Uruguai. O
lance foi o último do atacante do Bétis no jogo: ele, que
já daria lugar a Robinho, teria que sair por contusão.
Mas não foi o jogador do Santos, tão querido por torcida e
parte de imprensa, o responsável pelo empate. Em cobrança
de escanteio, Lúcio devolveu para a área a bola que já
escapava do ataque brasileiro e, na confusão dentro da
área, Emerson, impedido, dominou e chutou para empatar.
O Brasil seguiu a ameaçar, mas esbarrava no individualismo
excessivo de Ronaldinho Gaúcho em algumas jogadas. Num
desses lances, porém, o camisa 10 obteve uma falta e, na
cobrança, obrigou Vieira a fazer grande defesa aos 37min.
O Uruguai respondeu dois minutos depois. Chevantón dominou
já dentro da área, mas não conseguiu virar para concluir.
Aos 40min, foi a vez de Roberto Carlos, em chute de fora
da área, assustar Vieira, que precisou amortecer a bola
para apenas em seguida completar a defesa.
URUGUAI 1 x
BRASIL
Data:
30/03/2005
Local:
estádio Centenário, em Montevidéu (URU)
Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)
URUGUAI
Viera; Lugano, Montero e López; Diogo (De Los Santos),
Garcia, Oliveira (Chevantón), Regueiro (Delgado) e
Rodríguez; Forlán e Zalayeta
Técnico: Jorge Fossati
BRASIL
Dida; Cafu, Lúcio, Luisão e Roberto Carlos; Emerson, Zé
Roberto (Renato), Ronaldinho Gaúcho e Kaká; Ricardo
Oliveira (Robinho) e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Cartões amarelos: Cafu (BRA) e Garcia (URU)
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