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Ficha Técnica Jogos do Brasil
EQUADOR 1 x 0
BRASIL
17/11/2004 (11ª
Rodada)
Brasil se despede da invencibilidade na altitude
do Equador
Si, se puede" (Sim, se
pode), gritaram colombianos, peruanos, chilenos e venezuelanos.
Mas esses ficaram só na vontade. Foram os equatorianos que fizeram
valer o canto característico dos torcedores da América espanhola
antes, durante e após o partida na qual a seleção do país se
tornou a primeira equipe a vencer o Brasil nas eliminatórias
sul-americanas para a Copa do Mundo de 2006.
A altitude de Quito (2.850 m acima do nível do mar) foi palco
praticamente de uma reedição do duelo pelo qualificatório
anterior, quando o Equador, em busca de sua primeira participação
num Mundial, não se intimidou com um Brasil com desempenho similar
ao do time de Carlos Alberto Parreira e obteve sua então primeira
vitória contra o bicho-papão. Nesta quarta-feira, o placar de 1 a
0, gol de Mendez, aos 31min do segundo tempo, valeu o segundo
êxito contra a seleção brasileira e o 16 ponto na tabela de
classificação.
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| Ronaldinho Gaúcho
enfrenta a marcação do equatoriano Marlon Ayoví; veja fotos |
Como todo bom "remake",
o revés em Quito coloca de vez o time pentacampeão em conflito com
o drama das últimas eliminatórias, quando a classificação para a
Copa veio apenas na última rodada. Até a vitória contra a
Venezuela no final de 2001, a ameaça de ficar fora do Mundial pela
primeira vez rondava a equipe desde a derrota para o Equador,
repetida hoje e que na época deflagrou uma série de mais
resultados.
A semelhança também se repete no aproveitamento. Assim como na
disputa pela vaga em 2002, a seleção brasileira entra na 12ª
rodada das eliminatórias com 20 pontos, mas não mais na liderança.
A Argentina aproveitou mais um tropeço dos pentacampeões,
derrotou a Venezuela por 3 a 2 e chegou a 22 pontos, voltando
à ponta após cinco rodadas.
Em 11 rodadas, o Brasil de Parreira empatou nada menos que cinco
vezes. Tem o mesmo número de vitórias, uma a menos que no caos
vivido há três anos. De série de empates, a artilharia pesada
formada por Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano não
conseguiram evitar o 0 a 0 por duas oportunidades. Desde que
Parreira reassumiu a seleção, no começo de 2003, foram 29 jogos,
com 13 empates, sendo seis deles sem gols.
Como se não bastasse, a nova derrota em Quito pode custar ao
Brasil a liderança das eliminatórias, cujo significado, segundo o
próprio Parreira, é simbólico, mas se faz sempre bem-vinda pela
posição defendida pelos brasileiros no cenário internacional.
E o "simbolismo" pode passar para o colo da Argentina, que recebe
ainda nesta quarta-feira a Venezuela. Com 19 pontos, basta aos
hermanos confirmarem o favoritismo para abrirem dois pontos de
vantagem sobre a seleção brasileira, que volta a disputar o
qualificatório em 26 de março, contra o Peru.
O jogo
No princípio do jogo, a seleção brasileira acabou acuada
territorialmente em seu campo de defesa. Mesmo evitando que os
equatorianos chegassem com a bola na área, os jogadores de trás do
Brasil apresentavam dificuldade em levar o jogo até o ataque.
Mas, aos poucos, os brasileiros foram se soltando, ganhando
confiança na troca de bolas no meio-campo. Aos 11min, a equipe de
Parreira conseguiu a primeira boa chance de gol, quando Ronaldo
foi lançado em profundidade e, já dentro da área, bateu cruzado
para fora.
A resposta equatoriana aconteceu cinco minutos depois, quando
Agustín Delgado ganhou da defesa brasileira no alto e desviou de
cabeça para o gol. Dida, em dois tempos, livrou a seleção de sair
atrás no placar.
Aos 19min por pouco Kaká não colocou o Brasil em vantagem. O
jogador do Milan tabelou com Ronaldinho Gaúcho, mas acabou
chutando à direita de Villafuerte. No último minuto do primeiro
tempo, o meia voltou a desperdiçar boa chance, desviando para fora
um cruzamento de Cafu.
O segundo tempo começou mais ou menos como a etapa inicial, com o
Equador mantendo o jogo no campo de ataque. Mas, desta vez os
donos da casa conseguiram fazer a bola cruzar a área brasileira,
em perigosos cruzamentos pelo alto.
Aos 12min, a seleção brasileira conseguiu responder, com
Ronaldinho Gaúcho. Após rebote da defesa equatoriana em cobrança
de falta, o astro do Barcelona acertou um belo chute no travessão
adversário.
Depois de alguns minutos de pressão, o Equador conseguiu o gol aos
31min, com Mendez. O volante recebeu uma bola atrasada na
intermediária e bateu forte. A bola teve trajetória rasteira e
entrou no canto direito de Dida, que não conseguiu parar o
disparo.
EQUADOR 1 x 0 BRASIL
Data: 17/11/2004
Local: estádio
Olímpico Atahualpa, em Quito
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)
Auxiliares: Eduardo Botero e Dember Perdomo (Colômbia)
EQUADOR
Villafuerte; de la Cruz, Ivan Hurtado, Espinoza e Urrutia (Salas);
Tenorio, Marlon Ayovi, Mendez e Ambrosi; Kaviedes (Walter Ayovi) e
Agustín Delgado (Reasco)
Técnico: Luiz Fernando Suarez
BRASIL
Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Renato, Kleberson
(Ricardinho) e Juninho Pernambucano (Dudu Cearense); Kaká
(Adriano); Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gol: Mendez, aos 31min do segundo tempo
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