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Ficha Técnica Jogos do Brasil
CHILE 1 x 1
BRASIL
07/06/2004 (7ª
Rodada)
Brasil leva gol no final e perde chance de selar
sua estabilidade
Faltou pouco para a
seleção brasileira recuperar na gestão de Carlos Alberto Parreira
a aura obtida com o pentacampeonato. O empate por 1 a 1 contra o
Chile, em Santiago, mantém o Brasil na liderança das
eliminatórias, é verdade, mas o gol de empate sofrido aos 44min do
segundo tempo pôs terra abaixo o projeto de estabilidade
idealizado pelo treinador e seus pupilos.
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Luís Fabiano
comemora com Kaká e Ronaldo (de costas) o gol brasileiro |
"É horrível sofrer um
gol assim, de pênalti, no fim do jogo", avaliou o lateral-esquerdo
Roberto Carlos sobre o gol de Navia, que fez os cerca de 60 mil
torcedores chilenos presentes ao estádio Nacional esquentarem a
gélida noite de Santiago. "Queríamos seis pontos nos dois jogos.
Não deu, mas a seleção segue invicta e líder da competição",
completou o jogador do Real Madrid.
No topo da tabela de classificação do qualificatório, com 13
pontos, a seleção poderia ter três pontos de vantagem em relação à
vice-líder Argentina caso tivesse mantido a vantagem obtida ainda
no primeiro tempo com o gol - irregular - de Luís Fabiano.
Os portenhos, após caírem diante do Brasil em Belo Horizonte por 3
a 1, amargaram um empate sem gols, em casa, contra o Paraguai, e
somam agora 12 pontos, uma a mais que o time guarani e o próprio
Chile, que fica em terceiro graças ao saldo de gols superior (2 a
1).
A folga maior nas eliminatórias dariam um lastro de tranqüilidade
a Parreira e à seleção até o próximo duelo pelo qualificatório
para o Mundial de 2006, contra a Bolívia, em setembro.
A seqüência de vitórias endossaria também as prováveis mudanças no
grupo que o técnico terá que fazer para a disputa da Copa América,
em julho, no Peru. Alguns jogadores, como Ronaldo e Roberto
Carlos, admitem que preferem cumprir férias integralmente, e não
apenas duas semanas.
Parreira anuncia a convocação nesta próxima quarta-feira. O início
da preparação está marcado para o dia 23 deste mês. "(O grupo)
Poderá ser um pouco diferente do que temos hoje", admitiu
Parreira, com ênfase no "poderá".
O jogo
Como era esperado, o jogo começou com a pressão chilena,
principalmente nas ações do meio-campo, em que o Brasil não
conseguiu manter a posse de bola. Logo nos primeiros minutos, o
Chile apostava nas bolas lançadas nas costas de Roque Júnior e
Juan. E foi com essa fórmula que o time da casa construiu a
primeira chance, quando Navia, aos 2min, disparou em velocidade e
tocou de cobertura, acertando o travessão de Dida.
Empolgado, o Chile dominava a intermediária brasileira e contava
com a gritaria da torcida para sufocar o Brasil. Tanto que, aos
7min, os chilenos pediram pênalti após a bola bater na mão de
Roberto Carlos.
A partir, daí, porém, o time brasileiro conseguiu tomar a posse de
bola e sair com mais fluência. Aos 12min, em contra-ataque,
Ronaldo partiu em disparada e, mesmo com Kaká melhor posicionado,
preferiu entrar na área e chutar, para Tapia espalmar para
escanteio.
E, mesmo não oferecendo muita segurança no setor defensivo, o
Brasil saiu na frente, graças a jogada de extrema habilidade de
Kaká, que recebeu passe de Ronaldo e acionou Luís Fabiano com um
toque de letra. O atacante são-paulino, adiantado, recebeu o
lançamento, driblou Tapia e fez seu primeiro gol em partidas
oficiais pela seleção brasileira, aos 16min.
Após o gol, o Brasil tomou o domínio territorial da partida,
controlando as ações, apesar de não conseguir encaixar os
contra-ataques e ainda sofrer com lances isolado do Chile, como
aconteceu aos 30min, quando Gonzalez subiu sozinho após cobrança
de escanteio e cabeceou na mão de Dida.
Antes do intervalo, o Brasil criou ainda mais duas boas chances.
Aos 38min, Kaká tocou para Juninho Pernambucano, que vinha na
corrida e chutou para fora. Quatro minutos depois, Kaká novamente
deu bela assistência, desta vez para Cafu, que entrou na diagonal
e chutou para fora.
Na etapa final, o Chile voltou com duas alterações: Galaz no lugar
do atacante Martel e Alvarez na vaga do lateral-direito Rojas. E o
técnico Juvenal Olmos não se contentou com a performance de sua
equipe no início do segundo tempo, lançando mão de mais uma
substituição, antes dos 20min, quando Mirosevic entrou na posição
do meio-campista González.
O Brasil se encontrava pressionado e não tinha força para sair com
velocidade, mas mesmo assim o Chile não criava chances claras, e
assustava mais com os levantamentos na área, ainda o maior motivo
de susto na equipe de Carlos Alberto Parreira.
Para reforçar a marcação no meio-campo, Parreira sacou Kaká aos
26min para colocar Júlio Baptista. E três minutos depois, o
jogador do Sevilla quase marcou, ao cabecear uma bola alçada por
Juninho na trave.
Até o final, o Chile manteve empurrando o time brasileiro para seu
campo, e criava perigo esporádico, como em jogada de escanteio aos
35min e em cruzamento aos 41min. Mas, em jogada duvidoso, aos
42min, o árbitro Horácio Elisondo marcou penalidade em suposta
falta de Cafu em Pérez. Navia bateu e empatou o jogo.
CHILE 1 x 1 BRASIL
Data: 06/06/2004
(domingo)
Local: estádio Nacional, em Santiago (CHI)
Árbitro: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Rodolfo Otero (ARG) e Darío García (ARG)
Chile
Tapia; Rojas (Alvarez), Fuentes, Olarra e Pérez; Maldonado,
Meléndez, González (Mirosevic) e Pizarro; Martel (Galaz) e Navia
Técnico: Juvenal Olmos
Brasil
Dida; Cafu, Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos; Edmílson
(Gilberto Silva), Juninho Pernambucano (Alex), Edu e Kaká (Júlio
Baptista); Ronaldo e Luís Fabiano
Técnico:Carlos Alberto Parreira
Cartões amareslos: Rodrigo Meléndez (P), Roberto Carlos,
Gilberto Silva (B)
Gols: Luís Fabiano, aos 16min do primeiro tempo; Navia, aos
42min do segundo tempo
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