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Todo
cuidado é pouco
Os extremos são sempre
perigosos, estão sempre carregados de risco. Pouca água é fatal, mas
água demais também mata. Assim, no futebol - como na vida não se
pode ser excessivamente pessimista e tão pouco demasiadamente
otimista.
Há no ar um inegável e quase
incontrolável otimismo no que se refere à Seleção Brasileira nesta
Copa da Alemanha. Ninguém hesita em apontar o Brasil como franco
favorito. Há verdades e malandragens nisso.
Trata-se de recorrente malandragem
você apontar o adversário como franco favorito em uma competição.
Desta forma, você estará tirando a pressão de seus ombros e
colocando-a nos ombros inimigos. Mas é verdade que o Brasil é
favorito. Aliás, se alguém perguntar quais são os favoritos para uma
possível Copa do Mundo de 2058, não há como fugir de apontar o Brasil,
a Argentina, a Alemanha, a Itália, a Inglaterra, a França e a dona da
casa como candidatos ao título.
Por que o Brasil é o favorito
nesta Copa? Simples: tem os melhores jogadores do mundo em sua
seleção. Nossos jogadores estão nos principais times do mundo, onde
são titulares e peças importantes. Sem falar no Ronaldinho Gaúcho,
duas vezes o melhor do Mundo.
Mas, devagar com o andor. O
time não é de barro, mas é preciso ter cuidado. Cabe aos homens da
Comissão Técnica o trabalho de transformar este favoritismo em força
positiva. Ou seja: a Seleção tem que entrar em campo consciente de que
é favorita, mas tem que provar que é a favorita. E o único jeito de
provar é vencendo. |