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Herói do penta, Ronaldo alcança
Pelé
Domingo, 30/6/2002
Yokohama
- Aos 25 anos, o carioca Ronaldo Luiz Nazário de Lima entrou,
definitivamente, para a história do futebol. Com dois gols, deu
não apenas a vitória brasileira sobre a Alemanha por 2 a 0, neste
domingo, na japonesa Yokohama, e o quinto título mundial à equipe
verde-amarela.
O homem que pagou na mesma moeda o fracasso da finalíssima de
98, na França, fez do maior palco do futebol o cenário ideal para
sua reabilitação. Ao chegar a 12 gols em seu terceiro Mundial,
igualou-se, simplesmente, a Pelé, que marcara o mesmo tanto entre
1958 e 70.
À frente de Ronaldo, estão apenas dois artilheiros: o alemão
Gerd Müller, autor de 14 gols, em 70 e 74, e o francês Just
Fontaine, que fez 13 em 58.
Os dois gols também representaram para Ronaldo a quebra de seis
tabus.
1- Desde 70, com Jairzinho, nenhum brasileiro fazia mais de
cinco gols em um Mundial;
2- Desde 50, quando Ademir repetiu o feito de Leônidas em 38, o
Brasil não tinha o artilheiro; 3- Pela primeira vez, o Brasil foi
campeão tendo o goleador;
4- Depois de 20 anos, a seleção campeã teve o artilheiro;
5- Após seis Mundiais, alguém marcou mais de seis gols numa
edição;
6- E desde 70 ninguém fazia mais de sete gols.
Quando Ronaldo abriu o marcador da final, aos 22 minutos do
segundo tempo, deixou para trás, nessa ilustre galeria do gol, o
alemão Uwe Rahn, o peruano Teófilo Cubillas, o inglês Gary Lineker
e o argentino Gabriel Batistuta.
Ao definir a partida, aos 33 minutos, e consolidar a hegemonia
do Brasil cinco vezes campeão, superou o húngaro Sandor Kocsis e o
alemão Jurgen Klinsmann. E alcançou o maior mito da história da
bola: Edson Arantes do Nascimento.
Considerando-se que Ronaldo tem condições, pela idade, de
disputar pelo menos a Copa do Mundo de 2006, ele estaria próximo
de, dento de quatro anos, ser o maior artilheiro da história dos
Mundiai
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