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SELEÇÃO BRASILEIRA

Coréia / Japão

Agora é só esperar

 

Sábado, 29/6/2002

"Não há mais o que fazer". Esse é o pensamento do técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, em relação ao time e à grande decisão da primeira Copa do século XXI, que será realizada amanhã, contra a Alemanha, em Yokohama, no Japão. Partindo dessa teoria, os jogadores fizeram apenas um leve treino recreativo no reconhecimento do gramado do estádio de Yokohama.

Um "rachão" e treinamentos de cobranças de faltas, sob chuva: este foi o dia de trabalho da Seleção, na véspera da final. Felipão afirma que, agora, é preciso trabalhar a parte emocional dos atletas. Não que isso signifique falta de confiança no time. Os jogadores nem treinaram os pênaltis, cuja série de cobranças que pode decidir o título em caso de empate no tempo normal e na prorrogação.

Apesar das previsões de chuva para amanhã, Ronaldo, depois do treino, não se mostrou preocupado com o tempo, acreditando no bom sistema de drenagem do estádio. "O palco da vitória brasileira é maravilhoso", comentou, otimista. O Fenômeno também não deixou de elogiar o goleiro alemão Oliver Kahn, que sofreu apenas um gol na competição. E avisou: "tendo a oportunidade, vou colocar a bola para dentro".

A disputa pelo pentacampeonato é fator de motivação para Rivaldo. O atacante do Barcelona lamenta que a partida contra os alemães seja sua última participação em Copas, pois ele terá 34 anos em 2006 e acredita que seja muito difícil ir à Alemanha defender a Seleção. "É evidente que pela minha idade é a minha última Copa do Mundo, por isso ela tem importância especial para mim", afirma Rivaldo.

Quanto ao rival, os jogadores já têm algumas dicas de alguém que não dorme com o inimigo, mas atua em campo com ele. Lúcio é jogador do Bayer Leverkusen, clube do zagueiro Ramelow, dos meias Schneider e Ballack, suspenso, e do atacante Neuville, que, inclusive, é o maior motivo de preocupação do brasileiro. "Ele é muito bom e muito rápido. Quem for mais rápido irá ganhar este duelo", alertou. Mas não é só a velocidade de Neuville que preocupa Lúcio. "O forte deles é a jogada aérea. Temos que tomar cuidado com o Klose", completou, referindo-se ao vice-artilheiro da Copa, com 5 gols, mas que não marca há 3 jogos.

Os jogadores prometem não se assustar com a Alemanha, mas na madrugada de sábado (tarde de sexta no Brasil) eles ficaram preocupados com alguns abalos sísmicos. Jogadores como Roberto Carlos, Marcos, Lúcio e Ânderson Polga levaram um susto com os tremores, comuns no Japão nessa época do ano, mas Rivaldo disse que nada percebeu. "Dormi tão bem que não senti nada", orgulhou-se.

Independente do resultado da decisão, o Brasil já conquistou um bom prêmio pela ótima campanha na Copa. Ou melhor, reconquistou. Com as seis vitórias no Mundial e os fracassos de seleções como França, Argentina e Portugal, a Seleção recuperou o primeiro lugar no ranking da Fifa, que será divulgado na próxima quarta-feira.

Antes do início da Copa, os dez primeiros do ranking eram, pela ordem: França, Brasil e Argentina (empatados), Colômbia, Portugal, Itália, México, Espanha, Holanda e Iugoslávia. A Alemanha aparecia em 11º lugar. A Turquia, que ficou com o terceiro lugar após derrotar, hoje, a Coréia do Sul por 3 a 2, também deve subir várias posições. Ela estava em 22º, enquanto a Coréia estava em 40º.

A CBF convidou o volante Emerson para assistir à final da Copa do Mundo. O jogador - que foi cortado na véspera da estréia do time na Copa, contra a Turquia, no dia 3 de junho - recusou por preferir passar as férias com a família na ilha de Sardenha, na Itália.

 

 

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