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Ronaldo é 2º maior goleador do
Brasil
4ª
feira, 26/6/2002
Ronaldo
parecia totalmente sem condições físicas no primeiro tempo. É
possível até que estivesse. Mas bastaram os 15 minutos de
intervalo e 10 mais ou menos inteiro no início do segundo para que
o Brasil vencesse a Turquia por 1 a 0 e se classificasse para
decidir, domingo próximo, contra a Alemanha, em Yokohama, a 17ª
Copa do Mundo.
Aos 3 minutos do segundo tempo, Ronaldo recebeu a bola de
Gilberto Silva pela esquerda, penetrou na área em diagonal e, de
bico, definiu o jogo e a classificação brasileira para sua sétima
final de Copa do Mundo.
Nos minutos seguintes, armou dois lances que poderiam dar mais
tranqüilidade à vitória do Brasil, mas Edílson e Cléberson não
conseguiram aproveitar o passe preciso do número 9. Aos 22
minutos, deu o lugar a Luizão. Com vaga na final e, mais do que
nunca, na história dos Mundiais.
O décimo gol de Ronaldo nas Copas da França e da Ásia somadas o
transformaram no segundo maior artilheiro do Brasil na história da
competição, ficando a dois de Pelé.
Isolado na artilharia do Mundial de 2002, tenta dar ao Brasil o
máximo goleador numa Copa depois de 52 anos - Ademir fez nove gols
em 50, repetindo o feito de Leônidas, com oito, em 38.
Só na Coréia do Sul e no Japão, Ronaldo já ultrapassou 12
grandes goleadores brasileiros em Copas: Chico e Sócrates (4
gols); Garrincha, Zico e Romário (5), Rivellino e Bebeto (6);
Careca (7); Leônidas, Ademir, Vavá e Jairzinho (9).
A última vez que um brasileiro fizera mais de cinco gols num
Mundial fora em 70, quando o também carioca Jairzinho marcou sete
vezes.
Com seis gols agora, Ronaldo alcançou a marca dos artilheiros
das últimas seis Copas: o argentino Kempes (78), o italiano Paolo
Rossi (82), o inglês Lineker (86), o italiano Schilaci (90), o
russo Salenko e o búlgaro Stoitchkov (94) e o croata Suker (98).
Está a um de alcançar o polonês Lato, artilheiro em 74.
Desde a Copa de 82, o artilheiro não pertence a uma seleção
finalista. Ronaldo tem a chance, agora, de repetir o feito de
Kempes (78) e Rossi (82), artilheiros e campeões.
O décimo gol em Mundiais levou Ronaldo a entrar no seleto clube
dos dez maiores artilheiros da competição em todos os tempos. Ele
alcançou o argentino Batistuta, o peruano Cubillas, o alemão Rahn
e o inglês Lineker. À frente, estão o alemão Gerd Müller (14
gols), o francês Fontaine (13), Pelé (12), o húngaro Kocsis e o
alemão Klinsmann (11).
Um gol, portanto, teve múltiplos significados para Ronaldo
Nazário de Lima, que surgiu no São Cristóvão, revelou-se no
Cruzeiro, consolidou-se no PSV Eindhoven, brilhou no Barcelona e é
o grande ídolo da Internazionale.
Aos 25 anos, campeão do mundo em 94 e vice em 98, ele tenta, no
domingo, a maior conquista de sua carreira. E a recuperação
defnitiva de sua imagem.
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