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Coréia / Japão

Brasil iguala marca do tetracampeonato

 

5ª feira, 13/6/2002

 

Nada como uma primeira fase contra verdadeiros sparrings. Três jogos após iniciar sua campanha na Copa de 2002, atuando contra Turquia, China e Costa Rica, a seleção do até então "retranqueiro incorrigível" Luís Felipe Scolari igualou os 11 gols marcados pelo time comandado pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que conquistou o tetracampeonato mundial em 1994.

Até o momento, a família Felipão fez 2 x 1 na Turquia, 4 x 0 na China e 5 x 2 na Costa Rica, encerrando sua participação na primeira fase com 100% de aproveitamento. Isso não acontecia desde a Copa de 90, quando a seleção de Sebastião Lazaroni, curiosamente também jogando no esquema 3-5-2, esteve longe de encantar, mas venceu a Suécia por 2 x 1 e a Escócia e a mesma Costa Rica por 1 x 0. Pé-de-pato mangalô três vezes.

Em 1994, com o pragmático e criticado esquema de Carlos Alberto Parreira, que priorizava a retomada de bola com os "cães de guarda" Mauro Silva e Dunga, o Brasil estreou vencendo a Rússia por 2 x 0, passou por Camarões (3 x 0) e encerrou a primeira fase empatando com a Suécia em 1 x 1. Daí até o 0 x 0 da finalíssima contra a Itália, o Brasil fez 1 x 0 nos Estados Unidos, 3 x 2 na Holanda e 1 x 0 na Suécia, totalizando os 11 gols, igualados na primeira fase de 2002. Na última Copa, a seleção comandada por Zagallo marcou 14 gols até perder a final para a França.

Nas outras campanhas em que o Brasil conquistou títulos, balançar as redes adversárias foi uma constante. No tempo "em que se amarrava cachorro com lingüiça", o Brasil fez 16 gols em 1958, 14 em 1962 e mais 19 em 1970. Outro time que encantou a torcida, a seleção de 1982 de Zico, Sócrates, Falcão e Éder deixou a Copa com 14 gols marcados.

O ataque mais positivo de uma seleção brasileira, entretanto, traz com ele a maior de todas as dores do nosso futebol na lembrança. Em 1950, o Brasil organizou a Copa e marcou 22 gols na campanha que acabou com o trágico vice-campeonato para o Uruguai, em pleno Maracanã. Na contra-mão da história estão os times de 1966 e 1990, anos em que a seleção fez suas piores campanhas nas Copas. Apenas quatro gols foram marcados em cada competição.

Mesmo com a tradição de gols, curiosamente o Brasil teve apenas dois artilheiros nas 16 Copas disputadas até hoje. Em 1938, o Diamante Negro Leônidas da Silva marcou oito vezes e em 1950, o "Queixada" Ademir Menezes foi o maior goleador, com nove gols.

 

 

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