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Coréia / Japão

Cafu comemora aniversário com chocolate na China

 

Sábado, 8/6/2002

 

Foi o melhor presente que ele poderia ter recebido ao completar 32 anos de idade. Valeu mesmo o 'chocolate' dado na China, neste sábado, em Jeju, na segunda partida do Brasil na Copa do Mundo 2002. O bolo de chocolate de véspera (no luxuoso restaurante do Hotel Paradise) serviu apenas de entrada. O lateral Cafu devorou a bola e o bolo. Parecia o 'homem-bala' pela direita. 'Estou acostumado a jogar assim na Roma. Por isso rendi bastante nesse jogo', falou a voz da experiência.

O mais velho jogador do time, desta vez, também foi o melhor. 'É só o pessoal do meio-campo lançar a bola para mim ou para o Roberto Carlos. Não tem erro'. Para ele, o erro vira acerto. 'Temos facilidade de ir à linha de fundo e cruzar para área'. E avisa: 'Se continuar assim, faremos o nome do Rivaldo, dos Ronaldinhos e de quem cair pelo miolo de ataque', alerta.

Cafu estava precisando de uma boa atuação. Nos treinamentos táticos e coletivos vem procurando acertar a posição dos companheiros, falando bastante. 'O tempo ensina muito. Como a maioria é jovem e nunca disputou um Mundial, vou ensinando o caminho das pedras'.

A goleada animou o craque. Porém, outro detalhe faz com que ele veja o futuro do Brasil com bons olhos. 'Tudo o que fizemos nos treinos, repetimos na partida. Isso significa estar o grupo amadurecendo, ganhando conjunto, confiança e subindo de produção a cada partida'.

O irmão mais velho da 'Família Scolari', no passado, pertenceu talvez a uma equipe de estilo completamente diferente. Menino ainda, ele defendeu o São Paulo do técnico Telê Santana. Naquela época, o 'Velho Mestre' trabalhou o diamante bruto, corrigiu defeitos de fundamento, dando base e consistência ao seu belo futebol. O Tricolor do Morumbi, então, sagrou-se bicampeão interclubes em Tóquio, no Japão.

'São duas épocas diferentes do futebol brasileiro. Telê gostava de atacar, para depois defender. Felipão defende primeiro, ataca depois. O futebol moderno, principalmente o europeu, está mais perto daquilo que deseja o Scolari', distinguiu bem uma coisa da outra.

E qual será o futuro do Brasil na competição? 'Se continuarmos assim, iremos colher boas safras em breve'. O vovô do time não deixa de ter razão. Afinal, Portugal, França, Itália e Argentina chegaram com muita pose e foram uma decepção até agora.

 

 

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