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Emerson vai embora,
e Rivaldo leva só multa
4ª feira, 5/6/2002
A Seleção Brasileira levou um desfalque nesta quarta-feira em
Ulsan. O volante Emerson não vai ficar mais com a equipe e decidiu
ir para Itália passar por exames médicos em seu time, a Roma, para
saber a gravidade da lesão no ombro, que levou ao seu corte.
O ex-capitão do time havia dito que iria ficar pelo menos
durante a primeira fase do Mundial para motivar os companheiros,
mas mudou o discurso. "Não quero virar incômodo", disse.
Já o meia Rivaldo recebeu uma boa notícia. Ele foi multado em
R$ 19.165 pela Fifa, mas escapou da suspensão por ter feito uma
simulação no jogo contra a Turquia "Se tiver de pagar, eu pago. A
simulação faz parte do futebol."
Quem não gostou da punição foi o treinador Luiz Felipe Scolari.
"Gostaria também que eles (dirigentes da Fifa) fizessem uma
homenagem ao Ronaldo (na verdade, foi o Ronaldinho), que recebeu
uma bola na frente do gol, mas devolveu o lateral", ironizou .
Rivaldo simulou que tinha recebido uma bolada de um adversário
turco antes de uma cobrança de escanteio. A bola bateu em sua
canela, mas ele ficou estirado no chão, com a mão na cabeça.
Outra notícia positiva para a Seleção foi a chegada do meia
Ricardinho. Com um dia de atraso, o jogador do Corinthians chegou
cansado a Ulsan, mas apenas passou na concentração, onde encontrou
com Emerson, e foi direto para o campo de treinamento. Ele abraçou
Felipão e foi apresentado ao grupo, além de realizar uma corrida
leve.
De volta ao hotel Hyundai, o jogador disse que está à
disposição do treinador até para atuar fora de posição. Mas
Ricardinho terá pela frente o primeiro adversário, antes dos
chineses: o fuso horário. Como nunca foi para a Coréia, ele pediu
informações aos outros jogadores sobre as 12 horas de diferença.
Mas nem tudo foi alegria para o corintiano. O jogador passou
por apuros no vôo que o levava à Coréia do Sul. Com medo de
viagens aéreas, ele se viu no meio de um nevoeiro e teve que
arranhar um inglês para descobrir porque os outros passageiros
estavam em pânico, logo após um anúncio do comandante em japonês.
Ricardinho teve que voltar a Nagoya e passar a noite por lá.
Outra tensão vivida pelo meia foi acompanhar pelo rádio do
avião a partida de estréia da Seleção contra a Turquia."Combinei
com o piloto e fiquei ouvindo o jogo pela rádio", disse nesta
quarta.
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