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Luiz Felipe Scolari  -  Técnico

 

Seleção: "Ame-a, ou deixe-a".

Foi com essa postura que Felipão assumiu
o time brasileiro em junho de 2001, no lugar de Émerson Leão, após a campanha pífia da equipe na Copa das Confederações.

Logo de cara, Scolari enterrou o discurso de "profissionalismo acima de tudo", tão propalado por Leão e Wanderley Luxemburgo, e evocou o "amor à camisa" e o "patriotismo". Gustavo Kuerten, um dos melhores tenistas do mundo, foi citado como exemplo por Scolari para os jogadores de futebol.

"Quem quiser veste a camisa e vem comigo. Quem não quiser pode ficar fora", disse Scolari em sua primeira entrevista concedida como técnico da Seleção, em Brasília, onde o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acompanhava o final da CPI da Nike na Câmara Federal.

Além da parte técnica, a escolha de Scolari para comandar a Seleção também foi uma tentativa da direção da CBF de desviar as atenções das investigações na Câmara e no Senado sobre possíveis irregularidades na entidade.

Na época, pesquisas apontavam Felipão como o preferido para assumir a equipe. Segundo o instituto de pesquisa Datafolha, o treinador tinha uma rejeição de apenas 3% entre torcedores.

Porém Scolari estranhou o assédio e a pressão. Cedo, começou a se sentir perseguido. Aos poucos, foi achando que em sua própria comissão técnica havia inimigos.

Dentro de campo, a Seleção continuou exibindo o futebol chocho que levou à demissão de Luxemburgo e Leão.

Em sua gestão, o Brasil fez seis jogos nas Eliminatórias. Venceu três, em casa (Paraguai, Chile e Venezuela), e perdeu três, todos fora (Uruguai, Argentina e Bolívia), um aproveitamento pior do que seus antecessores.

O time também fracassou numa esvaziada Copa América, em que foi eliminado por Honduras nas quartas-de-final. Para piorar, entrou em atrito com Romário.

A seqüência de resultados negativos contra rivais inexpressivos detonou especulações sobre a sua demissão após as Eliminatórias. Porém Scolari foi confirmado pela direção da CBF é comandará a Seleção na busca pelo penta.

 

 

A Equipe

 

Goleiros
Marcos
Dida
Rogério Ceni

Laterais
Cafu
Belletti
Roberto Carlos
Júnior

Zagueiros
Lúcio
Edmilson
Roque Júnior
Ânderson Polga

Volantes
Émerson
Gilberto Silva
Vampeta

Meias
Ronaldinho Gaúcho
Juninho Paulista
Kaká

Kléberson

Ricardinho

Atacantes
Rivaldo
Ronaldo
Denílson
Edílson
Luizão

 

Comissão Técnica

Presidente
Ricardo Teixera

Administrador
Américo Faria

Coordenador técnico
Antônio Lopes

Técnico
Luiz Felipe Scolari

Auxiliar-técnico
Murtosa

Médico
José Luís Runco

Fisioterapeuta
Rosan

Assessor de imprensa
Rodrigo Paiva

Treinador de goleiros
Carlos Pracidelli

Preparador-físico
Paulo Paixão

Massagista
Jorginho
Robertinho

Roupeiros
Antônio Assis
Barreto
 

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