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SELEÇÃO BRASILEIRA

Copa do Mundo de 1950 - Brasil

Brasil vice-campeão

 

Um País do centro da Europa e com uma área menor que a do estado Acre foi o adversário mais difícil da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa de 1950. A Suíça conseguiu arrancar um empate por 2 x 2 no Pacaembu, diante de 42 mil torcedores.


O técnico suíço, Karl Rapman, armou seu time com um esquema retrancado, que deixava somente um ou dois jogadores no ataque. O sistema ficou conhecido como "Ferrolho" e não deixou que a equipe do técnico Flávio Costa, mais técnica, pudesse jogar. Os gols do Brasil foram marcados por Alfredo e Baltazar. Foi a única partida que a seleção fez fora do Rio de Janeiro e do Maracanã construído especialmente para a Copa do Mundo.

 

Início arrasador - A seleção brasileira antes da goleada de 4 a 0 sobre o México, na estréia da Copa de 50, no Maracanã. Em pé, da esquerda para a direita Ely, Juvenal, Augusto, Danilo, Barbosa e Bigode; agachados, da esquerda para a direita o massagista Mario Américo, Maneca, Ademir de Menezes, Baltazar, Jair e Friaça.


A estréia havia acontecido quatro dias antes, com uma vitória por goleada diante do México 4 x 0. O empate com os Suíços na partida seguinte, combinado com vitória da Iugoslávia sobre o México por 4 x 1, na segunda rodada, transformou o terceiro jogo em um martírio para os brasileiros.
Os Iugoslavos haviam vencido a Suíça na estréia por 3x0 e somavam quatro pontos. O Brasil tinha três e precisava vencer o jogo, ou seria eliminado.
A vitória aconteceu. A Iugoslávia não conseguiu repetir o feito da Copa de 1930, no Uruguai, quando eliminou o Brasil na primeira fase, com uma vitória por 2x1.
O resultado foi 2x0, com gols de Ademir e Zizinho, um em cada tempo de jogo, e excelente atuação num maracanã com mais de 150 mil pessoas.


A seleção partiu para segunda fase. O sufoco papa se classificar foi esquecido.


Brasil, Espanha e Suécia e Uruguai. Passada a fase de classificação, apenas estas quatro seleções continuaram a disputa pelo título da Copa de 1950. Pela Primeira vez um Mundial foi decidido num quadrangular, jogando todos contra todos. Quem somasse mais pontos ficaria com a Jules Rimet até 1954.


O começo das disputas aconteceu dia 9 de julho. O Brasil passou por cima da Suécia com uma vitória por 7x1 no Maracanã e o Uruguai empatou com a seleção espanhola por 2x2 no Pacaembu. Os resultados deixaram o Brasil em boa situação para conquistar o campeonato.


Apesar da Goleada, a seleção sofreu para abrir a contagem contra os Suecos, jogando retrancado, a Suécia não deixava que os ponteiros brasileiros se infiltrassem em sua área. Os suecos chegaram a ter duas chances de marcar nos primeiros minutos de jogo.
O primeiro gol só saiu aos 17 minutos, com um tiro rasteiro e bem colocado de Ademir, enganando Svensson. O centroavante faria ainda outros três. Ao lado de Zizinho e Jair, Ademir formou o "Tiro de ouro" da seleção no jogo contra os escandinavos.


A segunda rodada só fez confirmar o Brasil como favorito ao título de 1950. A equipe do técnico Flávio Costa goleou novamente. Desta vez a vítima foi a seleção espanhola, que havia engrossado o jogo contra o Uruguai. Placar final 6x1, numa partida que entrou para história do futebol brasileiro, pela brilhante atuação dos comandados de Flávio Costa.


Outra vez o trio Ademir-Jair-Zizinho encantou o Maracanã. Ademir foi o responsável por dois gols.
O Placar foi aberto por um gol contra de parra, que desviou de Ramallets um chute de Ademir. Depois o ataque brasileiro fez a festa.
Com isso o Brasil liderava o turno final com quatro pontos, contra três do Uruguai, um da Espanha e nenhum da Suécia.

 

173 mil corações - O recém-inaugurado Estádio do Maracanã é tomado por 173.850 pessoas que não esperam outro resultado que não a vitória do Brasil contra o Uruguai, na tarde de 16 de julho de 1950. O público, até hoje, é recorde mundial para uma partida de futebol. Os uruguaios frustraram a festa anunciada.


Na Última rodada, Brasil e Uruguai se enfrentaram pelo título. Os brasileiros jogavam pelo empate.


A tensão começou a tornar conta do maracanã lotado. O Brasil não conseguia marcar, e o Uruguai andou perto do gol de Barbosa. Miguez chutou na trave aos 37 minutos.
Aos 47 minutos , Friaça fez 1x0 para o Brasil, mas nem isso foi o suficiente para mudar o panorama do jogo. O Brasil passou a jogar com mais cautela, e o Uruguai partiu para cima.
Aos 20 minutos , a celeste empatou, por intermédio de Schiaffino, em cruzamento de Chiggia.


O pior estava para acontecer. Aos 34 minutos, Chiggia calou as 200 mil pessoas que lotaram então "Estádio Municipal". tabelou com Julio Pérez, fechou pela direita e chutou quase sem ângulo. A bola entrou entre a trave esquerda e o goleiro Barbosa.

 

O fim da festa - O ponta direita Ghiggia comemora o segundo gol uruguaio na vitória de 2 a 1 sobre o Brasil. Anos depois, Ghiggia diria que só três pessoas conseguiram calar o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e ele. O Brasil perdeu o título que, achava, havia ganho antes de jogar.

 

A Delegação

 

Presidente da CBD: Dr. Mário Pollo (vice-presidente em exercício)

Coordenador Técnico: José Maria Castello Branco

Técnico: Flávio Rodrigues da Costa

Assistente Técnico: Vicente Feola

Massagista: Mário Américo

Médicos: Dr. Amílcar Giffoni e Dr. Newton Paes Barreto

Juízes: Alberto da Gama Malcher, Mário Gardellie Mário Gonçalves Vianna

 

Jogadores:

 

Goleiros:

Moacir BARBOSA Nascimento - Vasco da Gama
Carlos José CASTILHO - Fluminense

 

Zagueiros:

AUGUSTO da Costa - Vasco da Gama
JUVENAL Amarijo - Flamengo
Olavo Rodrigues Barbosa (NENA) - Grêmio-RS
NILTON dos SANTOS - Botafogo

 

Médios:

José Carlos BAUER - São Paulo

DANILO Alvim - Vasco da Gama

João Ferreira BIGODE - Flamengo

RUI Campos - São Paulo

Alfredo Eduardo NORONHA - São Paulo

ALFREDO dos Santos - Vasco da Gama

ELY do Amparo - Vasco da Gama

 

Atacantes:

Thomaz Soares da Silva (ZIZINHO) - Bangu-RJ

Manuel Marinho Alves (MANECA) - Vasco da Gama

ADEMIR Marques de Menezes - Vasco da Gama

JAIR da Rosa Pinto - Palmeiras

Francisco Aramburu (CHICO) - Vasco da Gama

Albino FRIAÇA Cardoso - São Paulo

Oswaldo da Silva (BALTAZAR) - Corinthians

Adão Nunes Dornelles (ADÃOZINHO) - Internacional-RS
Francisco RODRIGUES - Palmeiras

 

Os Jogos

 

Jogo Nº 147 da Seleção

24/6/1950
Brasil 4 x 0 México
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: G. Reader (Inglaterra)


Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Ely, Danilo Alvim e Bigode; Maneca, Ademir Menezes, Baltazar, Jair da Rosa Pinto e Friaça.
Gols: Ademir Menezes (2), Jair da Rosa Pinto e Baltazar.

 

 

Jogo Nº 148 da Seleção

28/6/1950
Brasil 2 x 2 Suíça
Local: Estádio do Pacaembu
Cidade: São Paulo
Árbitro: R. Azon (Espanha)

Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Rui e Noronha; Alfredo, Maneca, Ademir Menezes, Baltazar e Friaça.
Gols: Alfredo e Baltazar.

 

 

Jogo Nº 149 da Seleção

1/7/1950
Brasil 2 x 0 Iugoslávia
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: B. Griffiths (País de Gales)


Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico.
Gols: Ademir Menezes e Zizinho.

 

 

Jogo Nº 150 da Seleção

9/7/1950
Brasil 7 x 1 Suécia
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: A. Ellis (Inglaterra)

Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico.
Gols: Ademir Menezes (4), Chico (2) e Maneca.

 

Jogo Nº 151 da Seleção

13/7/1950
Brasil 6 x 1 Espanha
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: R. Leafe (Inglaterra)

Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico.
Gols: Ademir Menezes, Chico (2), Jair da Rosa Pinto, Zizinho e Parra (contra).

 

Jogo N º 152 da Seleção

16/7/1950
Brasil 1 x 2 Uruguai
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: George Reader (Inglaterra)

Brasil: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico.

 

Uruguai:

Máspoli, M. Gonzalez, Tejera - Gambetta, O. Varella, R. Andrade - Gigghia, J. Perez, Miguez, Schiaffino, Moran


Gols: Friaça, Schiaffino e Gigghia

 

Ademir de Meneses foi o artilheiro do Brasil e da Copa com 9 gols

 

 

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